quarta-feira, 22 de abril de 2009

Greve Geral - Estaka Zero - Uma Face Antiga da Intervenção

Anda-se de há uns tempos a esta parte a txunar-se o Azagaia como ícone dos desabafos (na visão de muitos) ou da música de intervenção/crítica na visão de outros.

Quero neste espaço começar a trazer a visão de outros. Não no sentido de compará-los ao Azagaia e nem de dizer quem é melhor que quem. Mas no sentido de desmistificar a ideia de que o Azagaia é o único.

Quando o Azagaia ainda cantava que “conheci uma Suzete, numa gala Jet 7, olhar discreto abanava o leque, perguntei o que é que bebe, um cocktail pedi a garsonet, disse lhe que gostava de Rap casinos e Internet, que vivia só numa flat,bla bla bla”, JÁ o ESTAKA ZERO cantava a música abaixo:


GREVE GERAL


Yea yea yea,

Liberdade de expressão! São os Guerreiros

Steve Biko, Eduardo Mondlane, Estaka Zero, Nelson Mandela

(2 caras)
O vento já não sopra do norte
A sombra da morte
É que persegue o pobre que se joga da ponte
E com pouca sorte
Procuramos arranjar maneira
De encontrar felicidade no meio de tanta miséria

Eu só queria um armário e uma mesa
Sou o operário da empresa
Que vocês privatizaram e o salário não chega
Hoje dizem que não precisam de mim
Tem uma máquina inteligente que fará todo o serviço por mim


(f… it)
Eu não quero seu salário de fome
Eu pego ma home
Eu sou o proprietário da home stream
Não importa se o primeiro ou o vice
Todos eles são folgados eu só quero meu dinheiro eu disse

Baixa a cabeça ponha essas mãos em cima
Empregado revoltado com o patrão da firma
Mão p’ra cima tenho os meus manos comigo
Se te armas em esperto acabo contigo

Coro,

O que é que fizeram que se possam orgulhar
Muitos anos de poder só nos sabem roubar
Vendo o povo na miséria não podemos calar
Heeeeeeeeee é a razão desta greve geral (2x)


(N’Star

Falaram de amor
Acabariam com a dor
E para todo trabalhador
Futuro melhor

Melhor para quem se para nós está como de antes
Só melhorou no elevado número de traficantes
E o que fazem só nos tem criado revolta
Prendem inocentes criminosos andam a solta
Resultado: a cada dia morre alguém
Que tentava numa esquina proteger o seu bem

E eles dizem o que sempre dizem e só dizem
De promessas estamos fartos queremos que concretizem
So querem saber de Money o povo que reclame
Enchem suas barrigas e o povo que se dane

Eu lamento por todos que estudam por um futuro melhor
Mas não tem condições para fazerem o ensino superior
Diz me, mas diz me com sinceridade,
Quem incentiva a corrupção e a criminalidade
Come on

Coro

(Jay P)

Nos hospitais as filas são assunto sério
Já comecei a pedir boleia para o cemitério
É o ministério que tutela por isso
E não dá conta disso
Não quer assumir o compromisso

É o estigma do SIDA
Que deixou desaparecida
Aquela esperança que existia de vida

E há mais
Se tu és pobre nunca jamais
Adquiririas os compromidos anti-retrovirais

Se o seu marido nem emprego tem
Quando voltou da Germany tinha cem
Uma MZ, RFT e um CD MilMar e um Schneider também

Quando sai de casa pega no chapa
Vai para casa buracos que estão na estrada
Direcção é a praça desemprego que ataca
O transporte é Timaka e a saúde que falta
De norte a sul a fome que mata
Pela TV vejo o holocausto vejo o fim
E um político de gravata que mente para mim
E peço o que fizeram que se possam orgulhar?

Coro


Porque, uns, recusam em reconhecer ou ver que há outros com "méritos" nesta coisa de "música de intervenção"? Será por serem boa "bandeira" e outros não?

terça-feira, 17 de março de 2009

Quantas Fórmulas Existem para Analisar um Fenómeno?

Quando em serviço ou lazer me vejo na condição de ter que sair dos centros urbanos para zonas com difícil conexão à internet, uma das coisas que mais falta me faz é o frenesim dos debates na blogosfera. Isso é assim porque aprendo muito por aqui.

Quando em meados de Fevereiro me embrei, de novo, para o Moçambique real, uma das coisas que mais se discutia em quase todo o lado era a violência doméstica cujo expoente, na altura, era um conhecido músico que, supostamente, espancou a esposa grávida de 8(?) meses.

Depois vieram as SMS's e os emails anunciando "um caso mais grave" de um conhecido empresário que espancou "gravemente" uma namorada (o que nos leva a concluir que era "namorada" e que não era assumida pelo tal empresário como verdadeira esposa?). Nos emails que publicitavam este caso, o que mais me intrigou foi a ênfase que se deu à qualidade de "colaborador" do Presidente da República ao referido sujeito.

Não sei ao que vinha esse facto quando, a questão fundamental, era a da violência doméstica. Fiquei sem saber se a qualidade de "colaborador" do Presidente da República por si só afastava o indivíduo em causa de qualquer desatino que desemboque em violência seja ela qual for. Mas isso não vem ao caso.

O caso é que, nos dois casos, as condenações vieram de todo o lado, o mediatismo de um tratou de tudo e a mediatização do caso do "empresário" funcionou como linchamento da sua personalidade, antes mesmo de um juiz, em sede de julgamento, sentenciar condenando qualquer um deles.

A opinião pública, num dos casos, com ajuda de quem deve defender a legalidade enquanto defensor da legalidade e dos direitos humanos, tratou de condenar o homem. É que a presunção de inocência é de lei; e não de qualquer lei.

Numa conversa durante o fim de semana, na minha condição de jurista, e aproveitando os ensinamentos que venho tirando da blogosfera, numa roda em que o caso do músico foi aflorado, aproveitei para questionar: vocês não admitem a hipótese de as coisas terem se passado diferentemente?

A resposta foi um NÃO redondo. Houve quem avançasse que houve um pedido de desculpas do dito cantarino. Foi se acrescentando que a minha condição de Homem, e por passar muitos tempos no Guijá, Chicualacuala, me impelia a entender o tipo e a tentar justificar as suas atitudes.

Perguntei de que é que o cantarino se tinha desculpado, se da violência ou das causas que levaram a tal. Ninguém me disse nada sobre a questão.

Inspirado pelos argumentos que se seguiram sugeri que não me cabia justificar a atitude do homem mas, também, era importante tentar perceber, o que o levaria a cometer aquele desatino. Simples antipatia pelas amigas? Simples capricho de a querer ver só? Será o indivíduo desiquilibrado a ponto de aquecer água para "aquecer" as amigas da esposa? Para não ser acusado de "justificador" e parcial avancei num sentido diferente do que certos Homens presentes avançaram afirmando:

(i) imaginem que, reconhecendo as fraquezas da carne o homem tenha dito a mulher: "querida eu te adoro mas, por favor, não traga estas suas amigas cá para casa se não vão nos criar complicações, a carne é fraca."

(ii) imaginem que, num desses dias, o homem volta depois de uma jornada de trabalho, encontra a sua querida esposa com "aquelas" amigas, vai para dentro de casa e, em reconhecimento de que a mulher está "nos últimos dias" de gravidez, como bom marido, prepara ele próprio a água para o banho.

(iii) imaginem também, que como bom esposo, ele chama a esposa e lhe chama atenção da conversa havida dias antes sobre "aquelas" amigas, e esta se exalta e profere palavrões, por exemplo do género, "ainda que fosses homem".

(iv) o tipo irado com aquelas palavras, e com a desobediência da mulher com relação ao assunto "daquelas" amigas, não se controla e dá 1, duas, bofetadas a esposa (reparem que o bebé nem estava em risco o que significa que o espancamento foi cirúrgico).

(v) imaginem que "aquelas" amigas, sejam daquelas que não respeitam a ideia de que em "briga de casal não se mete colher" intervenham e "caiem em cima" do pobre moço, que impotente perante a ira, para se defender do ataque feroz da turma, recorre à panela com a água que se destinava ao seu banho e joga na direcção daquelas amigas.

Se pensássemos assim a conclusão seria a mesma? O que se seguiu foram tentativas de justificação.

Não digo que as coisas se possam ter desenrolado assim, mas porque corremos logo para diabolizar o homem sem, antes, pensarmos que as coisas podem não ser como as amigas contaram? Porque não se colocar no lugar do tipo e acreditar que ele não seja maluco para, do nada, proibir amizades da esposa, aquecer água e deitá-las etc?

Não se trata de tentativa de justificação da violência cometida (que é condenável sempre) mas, uma chamada de atenção para não corrermos para condenações quando dispomos de poucos dados e só conhecemos a história de uma lado e nem se quer estamos preocupados com o que pode ter acontecido e com o que pode ter levado àquela situação.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Haverá (mesmo) Algo de Errado com África?

Viva Companheiros. Cá estou eu, neste espaço, pela primeira vez neste 2009 que quase consumiu dois meses. Que fazer? Quando se vive e trabalha lá onde muitos só conhecem pelo "Ver Moçambique" acaba dando nisto. Mas cá estou eu. Sejam felizes no que resta (e não é pouco) de 2009.

Já viram o título? É provocador. tão provocador como publicar a "correspondência" de muitas pessoas aqui. Pois então, o que reproduzo abaixo é resultado de uma troca de emails a que fui copiado. Achei o email restritivo demais por isso trago o debate para aqui.

Pensei nisso ao ler Construção selectiva da “realidade”! de Patrício Langa e O direito à razão XX "Do medo das consequências" e outros textos recentes de Elísio Macamo.

HAVERÁ MESMO ALGO DE ERRADO EM ÁFRICA?

Email 1 (de PC Mapengo para Júlio Mutisse e outros)

Parece uma brincadeira, mas muitos países africanos estão relacionados a isto:

Há 29 anos, Dos Santos (José Eduardo) tornou-se presidente e Reagan estava na presidência, Obama tinha 15 anos.

29 Anos depois, Dos Santos continua na presidência e Obama chega a presidência onde estava Reagan.

Há 29 anos que o pai de Obama faleceu, tivemos Reagan, Bush pai, Clinton e Bush filho nos USA como presidentes por 8 anos cada mas em Angola a mesma pessoa nos seus 60's e continua a tentar convencer os Angolanos de que pode introduzir modelos de desenvolvimento do pais.

Isto deveria fazer-nos reflectir? Alguma coisa esta seriamente errada com África!!!!! Algo esta errado comigo & contigo também!!!!!!!!! (destaque e sublinhado meu)

Email 2 (de Júlio Mutisse para PC Mapengo e outros)

Quem te disse que o que serve nos EUA deve servir para nós em África?

Quem te disse que os modelos ocidentais são "transladáveis" tal e qual para África e Angola em Particular? (ainda por cima és historiador).

A pessoa que escreveu isto está cansada do pobre do Zé Du. Estarão os angolanos, na sua maioria, cansados?

Não haverão sinais da capacidade inovativa deste homem em angola?

Deixemos o Zé Du para lá:

O que deixaram para trás, o Reagan, Bush pai, Clinton (este tentou brincar as guerras e foi humilhado na Somália) e o Bush filho? Flores por todo o lado?

Porque temos que lembrá-los apenas (destaque e sublinhado meu) pela alternância no poder e não pelo rastro de destruição que causam um pouco por todo o mundo?

Porque não lembrar essa gente que fica pouco tempo mas é capaz de deixar o Iraque, Afegenistão, Bósnia, Líbia, Somália como as deixaram?

Porque temos que DIABOLIZAR OS NOSSOS LÍDERES TENDO ESSES COMO EXEMPLO? (destaque meu)

Querem me dar bons exemplos? Citem me o Botswana ao menos, mas ao mesmo tempo me digam como é que a maioria de uma populaçãozinha que não encheria Maputo está infectada pelo HIV.

Email 3 (de Júlio Mutisse para PC Mapengo e outros)

Caros camaradas copiados,

A ideia com a minha resposta abaixo (neste caso acima, GM) não era violentar o bom do meu irmãozinho Mapengo e muito menos desculpabilizar a mania do poder perpétuo que caracteriza as lideranças de muitos países africanos. (destaque e sublinhado meu)

O objectivo é despertar o nosso sentido crítico em relação as coisas que nos são dadas a consumir e a reencaminhar.

De certa forma, com um email como aquele, somos todos obrigados a condenar/diabolizar o Zé Eduardo dos Santos e a bater palmas a alternância no poder nos EUA de forma acrítica.

O essencial do que devemos, de certa forma, questionar se quisermos diabolizar nossos líderes consta do meu email abaixo. Na questão dos anos no poder, Porque temos que lembrar, o Reagan, Bush pai, Clinton e o Bush filho apenas pela alternância no poder e não pelo rastro de destruição que causam um pouco por todo o mundo? O que deixaram para trás? Flores por todo o lado? Porque não lembrar essa gente que fica pouco tempo mas é capaz de deixar o Iraque, Afegenistão, Bósnia, Líbia, Somália como as deixaram? Porque temos que DIABOLIZAR OS NOSSOS LÍDERES TENDO ESSES COMO EXEMPLO?

São coisas pequenas, que de email em email fazem com que olhemos para África como o próprio inferno cheio de diabos, em contraposição com o outro lado onde moram os anjos.

As lideranças mundiais do presente e do passado têm os mesmos pecados que as nossas têm porém, com subtilezas como as do email que comento, vão nos fazendo acreditar que somos os tais podres, aqueles que fazem sempre o errado. (destaque e sublinhado meu)

Vamos lá mostrar que somos inteligentes. Este email de desculpabilização do meu email anterior já vai longo. Os dedos começam a fazer comichão para eu questionar sobre a essência do tribunal de Haia, onde qualquer Bush/Blair africano iria se só tivesse bombardeado coqueiros na Zambézia ou em Inhambane mas para onde o Bush/Blair americano/ocidental não vão apesar de tudo o que assistimos pela TV no Iraque e apesar de terem assumido que tudo aquilo foi causado por um equívoco. Queria eu ser o Charlles Taylor, Jean Pierre Bembá, o El Bashir e tantos outros e ouvir uma coisa dessas e não ver esses dois lá.... mas como já disse não vou comentar.

E, pelo que vi, muitos dos copiados neste email são jornalistas, escrevem e reproduzem com fidelidade o produto CNN sem nunca pararem para pensar nestas subtilezas. S

ejamos críticos... não repassemos ingenuamente emails, nem reproduzamos palhaçadas que só servem para minar a nossa confiança com as lideranças presentes e futuras dos nossos países (com muitos defeitos, muitos incapazes e vazios como os há lá do outro lado).

O juízo de valor que fizermos das nossas lideranças e das dos outros não pode centrar-se apenas no nº de anos do poder, tem que centrar-se nos seus feitos.

Email 4 (José Armando Estrela reencaminha para outros o conteúdo acima)

Email 3 (de Júlio Mutisse para José Armando Estrela e outros)

José,

Repassaste meu email acriticamente também. Os destinatários a que enviaste, das duas uma, ou vão pensar que estou coberto de razão (e não é isso que me preocupa) ou que estou sem ela (também não me preocupa muito).

O que quero é que não sejamos consumidores passivos de certas coisas, que sejamos críticos inclusive em relação ao que eu próprio digo abaixo.

Note que Angola aparece apenas como mote para esta questão já que não sou daqueles que pode falar com propriedade sobre o país.

Mas o exemplo de Angola multiplica-se um pouco por todo o lado em África e, nós como africanos, temos que poder ver para além do número dos anos (o erro nem está em 5, 10 ou 20 anos) mas se o povo se revê na liderança que tem e se esta (a liderança) responde os seus anseios.

Um abraço do índico. A cidadania faz se de pequenas coisas como essa.

HÁ OU NÃO?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Qual é O Papel de Um Porta-Voz?

Companheiros, O “Debate Aberto” da STV, de ontem e a “actuação” patética de Fernando Mazanga, fez me concluir que sou ignorante sobre o papel do porta-voz, seja do Governo, de um ministério em particular e, inclusive, dos partidos políticos.

Até a hora de dormir me questionava:

  • Qual é o papel de um porta-voz?
  • Qual é a sua utilidade no contexto das organizações políticas?
  • O que é que veicula?
  • O porta-voz é uma caixa-de-ressonância ou é aquele que apaga o lume informando, esclarecendo mal entendidos e ajudando a buscar consensos?

Confesso que não tive resposta e como a pior vergonha seria manter-me na ignorância, cá estou a perguntar: Qual é o papel de um porta-voz? Que utilidade têm indivíduos como Fernando Mazanga na estratégia de comunicação, na união de grupo que se pretende nas organizações políticas?

De qualquer forma, me parece que estas entidades diagnosticam problemas e necessidades na área de comunicação, levanta oportunidades e prescreve soluções, acompanhando todas as etapas desse processo com o uso dos produtos e ferramentas mais adequados a cada momento, nomeadamente:

  • Relações com a mídia
  • Planeamento
  • Capacitação
  • Publicações
  • Etc

Entendo que o porta-voz deve desenvolver uma estratégia, baseada na visão estratégica da comunicação e no tratamento cuidadoso da informação e sua divulgação.

O porta-voz deve contribuir para consolidação da imagem da instituição que representa (nunca o contrário) e para a difusão de idéias, questões e conceitos, incorporados no dia-a-dia da instituição.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

OBAMA - O Discurso de Vitória - Inspiracional

OBAMA speech - PORTUGUES - 5 Novembro 2008

Olá, Chicago. Se existe alguém que ainda tenha dúvidas de que a América é um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo na nossa época, que ainda questiona o poder da nossa democracia, esta noite é a resposta.

É a resposta dada pelas linhas em torno de escolas e igrejas em números que esta nação nunca viu, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitos pela primeira vez nas suas vidas, porque acreditavam que este tempo deve ser diferente, e que a sua voz poderia fazer alguma diferença.

É a resposta falada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homosexuais, heterosexuais, deficientes e não deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nunca fomos apenas uma coleção de indivíduos ou uma coleção de estados vermelhos e azuis. Nós somos, e seremos sempre, os Estados Unidos da América.

É a resposta que levou aqueles -a quem foi dito, por tanto tempo e por tantos, de serem cínicos e temerosos e hesitantes sobre o que podemos alcançar - a colocar as suas mãos sobre o arco da história e a dobra-lo uma vez mais em direção à esperança de um dia melhor .

Foi um longo percurso, mas esta noite, devido ao que fizemos nesta data, nesta eleição, neste preciso momento, a mudança chegou à América.

Um pouco mais cedo, esta noite, recebi um telefonema profundamente simpatico do Senator McCain. Senador McCain lutou longa e duramente durante esta campanha. E ele lutou mais tempo e com mais força ainda pelo pais que ele ama. Ele consentiu sacrificios pela América, muito mais do que muitos de nos podem imaginar. Estamos impressionados pelos serviços prestados por este corajoso e altruísta líder. Felicito-o. Felicito a Governadora Palin por tudo o que alcançaram. E espero poder trabalhar com eles para renovar esta promessa da naçao, nos próximos meses.

Desejo agradecer ao meu companheiro nesta viagem, um homem que fez campanha com todo o seu coração, e que falou com os homens e as mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton ... e com quem caminhou para o Delaware, o Vice President-eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

E eu não estaria aqui diante de vos esta noite sem o firme apoio do meu melhor amigo destes últimos 16 anos ... a rocha da nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira dama da nação ... Michelle Obama. Malia e Sasha , eu amo-vos mais do que voces podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo connosco ... para a nova Casa Branca.

E, mesmo se ela ja não esta ao nosso lado , eu sei que a minha avó nos esta vendo, junto do resto da família que me fez quem sou. Esta noite , eu sinto a falta deles todos. Eu sei que a minha dívida para com eles é incomensuravel. A minha irmã Maya, à minha irmã Alma , a todos os meus outros irmãos e irmãs, muito obrigado por todo o apoio que me deram. Estou-lhes profundamente agradecido.

E ao responsavel da minha campanha , David Plouffe ... o desconhecido herói desta campanha, que arquitectou a melhor campanha política, eu acho, na história dos Estados Unidos da América. Ao chefe estratega da campanha, David Axelrod ... que tem sido o meu parceiro de cada passo que dei nesta caminhada . A melhor equipa de campanha que alguma vez existiu na historia politica, que fez isto acontece, r eu estarei eternamente grato por tudo o que sacrificaram para aqui chegarmos.

Mas, acima de tudo, nunca esquecerei a quem realmente pertence a esta vitória. Ela pertence-vos. Ela pertence-vos.

Eu nao era o candidato mais provavel para este cargo. Não começamos com muitos fundos, nem promessas de doacao. A nossa campanha não foi articulada nos salões de Washington. Ela começou no quintal de Des Moines e as salas de Concord e nas varandas da frente do Charleston . Ela foi construída por homens e mulheres que procuraram fundos nas suas parcas economias para dar a esta causa $ 5 e US $ 10 e $ 20. Ela cresceu na força da juventude que rejeita o mito da apatia da sua geração ... dos que trocaram os seus lares e famílias por empregos que pagavam pouco e ofereciam menos reposo. Ela se fortaleceu dos não- tão -jovens que enfrentaram o frio e o calor para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntarios, que se organizaram e que provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não pereceu da face da Terra. Esta é a nossa vitória.

E eu sei que não fizeram tudo isto só para ganharem uma eleição. E eu sei que não o fizeram por mim. Tudo isto foi feito porque vocês entenderam a enormidade da tarefa que nos espera. Nesta noite de comemoraçao, nós sabemos que os desafios que o amanhã nos trara são os maiores da nossa vida - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira desde ha um século.

Nesta noite de comemoraçao, nós sabemos que neste momento bravos americanos despertam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão, arriscando as suas vidas por nós. Ha mães e pais que, depois de adormecerem os filhos, se perguntam como fazer para pagar as suas hipotecas ou a factura do médico ou para poupar o suficiente para a educação universitária dos seus filhos.

Há novas energias a aproveitar, novos postos de trabalho a criar, novas escolas a construir , ameaças a gerir, alianças a consertar.

O caminho será longo. A nossa subida será íngreme. Não poderemos lá chegar num ano , nem mesmo durante um simples mandato. Mas, na América, eu nunca acreditei tanto como esta noite que vamos chegar lá. Eu prometo-vos, nós, como povo, chegaremos lá. (PÚBLICO: Sim, nós podemos! Sim, nós podemos! Sim, nós podemos!) .

Haverá recuos e falsas partidas. Há muitas pessoas que não irão concordar com todas as decisoes ou políticas que tomarei como presidente. E nos sabemos que o governo não podera resolver todos os problemas. Mas serei sempre honesto convosco sobre os desafios que enfrentamos.
Vou escutar-vos , especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, vou-vos pedir para participarem nos trabalhos de redificaçao desta nação, da mesma forma que se fez na América durante 221 anos - bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada em mão calejada .

O que começou há 21 meses nas profundidades do inverno não pode terminar nesta noite de Outono. Esta vitória por si só não é a mudança que procuramos. É a única chance que temos de fazer mudanças. E elas não podem acontecer se voltarmos para tràs, à forma como as coisas eram. Elas não poderao acontecer sem vos, sem um novo espírito de serviço, um novo espírito de sacrifício. Por isso, vamos convocar um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, onde cada um de nós resolve empenhar-se e trabalha mais e cuida nao so de si proprio, mas uns dos outros.

Lembremo-nos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma florescente Wall Street, enquanto Main Street sofre. Neste país, subimos ou descemos como uma nação, como um povo. Vamos resistir à tentação de cair novamente sobre o mesmo partidarismo e pequenez e imaturidade que tem envenenado a nossa política há tanto tempo².
Lembremo-nos que foi um homem deste estado o primeiro que carregou a bandeira do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado nos valores da auto-suficiência e da liberdade individual e de unidade nacional.

Esses são valores que todos partilhamos. E, agora que o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, vamos fazê-lo com humildade e determinação para curar as clivagens que têm travado o nosso progresso. Como disse Lincoln , a uma nação muito mais dividida do que nossa, nos não somos inimigos, mas amigos. Ainda que a paixão possa ter emergido, ela não deve quebrar os nossos laços de afeto.

E aos Americanos cujo apoio ainda devo merecer e ganhar, talvez eu nao tenha tido o vosso voto esta noite, mas escuto as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E eu serei o vosso presidente, também. E a todos aqueles que nos olham a partir das suas casas, parlamentos e palácios, àqueles que estao escutando a radio nos cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas, mas o nosso destino é compartilhado, e uma nova aurora da liderança americana està à mão.

Aqueles - para aqueles que querem puxar o mundo para baixo: Nos vos derrotaremos. Aqueles que procuram a paz e a segurança: Nós vos apoiamos. E a todos os que se perguntaram se o farol da América ainda é tão brilhante: esta noite provamos mais uma vez que a verdadeira força da nossa naçao provém não apenas do poder dos nossos braços ou da medida da nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais : democracia, liberdade, oportunidade e esperança sem fim. Esse é o verdadeiro gênio da América: é que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoado. O que ja alcançamos dá-nos esperança para o que podemos e devemos alcançar amanhã.

Esta eleição conheceu muitos e muitos episodios que serao contados durante gerações. Mas uma historia que me vem à cebeça esta noite é a de uma mulher que esta agora a votar em Atlanta . Ela é um pouco como os milhões de outras pessoas que estiveram na fila para fazer ouvir a sua voz nesta eleição, à excepção de uma coisa: Ann Cooper Nixon tem 106 anos.

Ela nasceu apenas uma geração apos a escravatura; quando não havia carros na estrada ou aviões no céu, quando alguém como ela não pôdia votar por duas razões - porque ela era mulher e por causa da cor da sua pele . E esta noite, eu penso sobre tudo o que ela viu ao longo dos seus 100 anos na América - a melancolia e a esperança, as lutas e os progressos; nas vezes em que nos disseram que não podemos, e nas pessoas que fizeram pressão com este credo Americano: Sim, nos podemos. (PÚBLICO: Sim, nos podemos.)

Numa altura em que vozes femininas foram silenciados e as suas esperanças desmoronadas, ela viveu para vê-las de pé e falarem e chegarem ao escrutínio. Sim, nos podemos. PÚBLICO: Sim, podemos.)

Quando houve desespero e depressão em toda a terra, ela viu uma nação conquistar o próprio medo com um novo pacto, novos empregos, um novo sentido de objectivo comum. Sim, nos podemos. (PÚBLICO: Sim, podemos.)

Quando as bombas caíram sobre o nosso porto e a tirania ameaçou o mundo, ela estava ali para testemunhar uma geração a crescer para a grandeza e a democracia estava salva. Sim, nos podemos. (PÚBLICO: Sim, podemos.)

Ela estava lá nos ônibus em Montgomery , nas mangueiras, em Birmingham , numa ponte em Selma , e um pregador de Atlanta disse ao povo que "Temos de conseguir vencer ". Sim, nos podemos. (PÚBLICO: Sim, podemos.)

E este ano, nesta eleição, ela poisou o seu dedo numa tela, e exerceu o seu direito de voto, porque depois de 106 anos na América, através do melhores tempos e das horas mais amargas, ela sabe como a América pode mudar. Sim, nos podemos. (PÚBLICO: Sim, nos podemos.)

América, nos chegámos tão longe. Nos vimos tanta coisa. Mas há tanto mais a fazer. Então, esta noite, perguntemo-nos a nós próprios - se as nossas crianças devessem viver para ver o próximo século; se as minhas filhas tivessem a sorte de viver tanto tempo quanto Ann Cooper Nixon, que mudanças verao elas ? Que progressos teremos feito? Esta é a nossa oportunidade de responder a este apelo. Este é o nosso momento.

Esta é a nossa vez de colocar o nosso povo de volta ao trabalho e de abrir as portas da oportunidade para os nossos filhos; de restaurar a prosperidade e de promover a causa da paz; de reclamar o sonho americano e de reafirmar que a verdade fundamental é que, de muitos, nos somos um; que quando nós respiramos, nós temos esperança. E quando encontrarmos o cinismo e as dúvidas e aqueles que nos dizem que nós não podemos, nós vamos reagir com esse credo atemporal que resume o espírito de um povo: Sim, nós podemos.

Obrigado.

Deus vos abençoe. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Piadas e Meias Verdades

Vezes sem conta recebemos um email com uma piada, esboçamos um sorriso, apagamos ou reenviamos (muitas vezes sem limpar os campos dos anteriores receptores da mesma mensagem). Em alguns casos depois dos actos descritos atrás fica nos a ideia de que até parece que já vimos algo assim algures.

Quantos Abduis "mentirosos" não existem por aí? Vejam a piada abaixo:

Um sujeito engravatado entra na lojinha do Abdul, no Xipamanine, e olha com desprezo para o balcão escuro, as roupas penduradas em ganchos, as caixas de papelão, os envólucros de plástico aos montes pelo chão. Abdul irrita-se com o desprezo do tipo e resmunga:

- Está a olhar para a loja do Abdul com cara de parvo porquê ?! Com esta lojinha, Abdul tem apartamento no Polana Shopping, tem apartamento no prédio chinês, tem casa no Belo Horizonte , tem quinta no Bilene, tem filho a estudar medicina nos Estados Unidos, tem filha estudando moda em Paris . Tudo só com lojinha!

- Bom dia, eu sou fiscal das Finanças!

- Muito prazer ! Eu Abdul, maior mentiroso do Xipamanine...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

RENAMO: O Cajú Está a Amadurecer Depressa

O Cajú quando maduro cai. O "amadurecimento" da Renamo, ao contrário do que se podia esperar, parece estar a levar os "pais" da Democracia para o chão, numa queda rápida, estrondosa e que promete fazer muito estrago.

Como se já não bastasse a trapalhada na Beira, eis que não sei de onde surge a Sra. Ivete Fernandes a dizer claramente o que mais ninguém diz de dentro da Renamo: Dlhakama é demagogo.

Não é que me surpreenda tal declaração, Dlhakama é mais do que demagogo; Dlhakama é uma nulidade política, com ele a Renamo não tem futuro. Os seus pronunciamentos demontram que é um líder sem visão, sem projecto e sem ideias diferentes para o país.

Dlhakama demonstra a cada vez que aparece em público que, apesar de "jovem", "bonito" ou "parecer europeu" não é e nem constitui alternativa ao partido que governa o país a 33 anos.

Não que isso seja de todo bom. Há o risco de o "meu" partido perante o deserto de ideias que caracteriza a nossa (o)posição, também se acomodar. É difícil correr muito mais depressa quando o potencial adversário ainda nem se quer se moveu do ponto de partida.

Ainda bem que começam a aparecer vozes descordantes de dentro da própria Renamo a dizer o que pensam, como pensam e a mostrar alguma coragem e alguma capacidade. Vamos ver em que dá, mas é pouco crível que dê em outra coisa que não seja a suspensão ou expulsão por um orgão impróprio para o efeito.

Vejamos o artigo que é revelador de que muito do que sabemos da Renamo, talvez, não seja de todo verdade.

EM PLENA CELEBRAÇÃO DO 29° ANIVERSÁRIO DA MORTE DE ANDRÉ MATSANGAÍSSA

Viúva de Evo Fernandes chama Dhlakama de demagogo

Caiu mal o convite da perdiz à imprensa, na sexta-feira última, para falar do clima que se vive no partido e concomitantemente para celebrar o vigésimo nono aniversário da morte de André Matsangaíssa, considerado o fundador da ex-Resistência Nacional Moçambicana, hoje denominada Renamo.

É que a viúva de Evo Fernandes, antigo secretário-geral da Renamo, morto em Lisboa, nos finais da década 80, aproveitou o mesmo encontro para acusar o líder da perdiz, Afonso Dhlakama, de demagogo. Ivete Fernandes, a viúva retromencionada, sem exitar disse que Dhlakama era demagogo, facto que tem perigado o convívio são dentro do partido.

“ Vai me desculpar, mas o senhor está a ser demagogo. Isso é demagogia” , disse Ivete Fernandes, reagindo aos pronunciamentos de Dhlakama, segundo as quais, Matsangaíssa foi o primeiro presidente da Renamo.

Para o desespero de alguns militantes da perdiz, presentes no encontro, Ivete Fernandes disse que o marido é que deu um cunho político à Renamo em 1983, tendo no primeiro congresso sido nomeado Afonso Dhlakama como presidente.

Reagindo, Dhlakama disse que conheceu muito bem André Matsangaíssa de quem foi companheiro quando ambos eram militares da Frelimo, na cidade da Beira, por volta dos finais dos anos 70, antes de desertarem.

Mas a viúva de Evo Fernandes não desarmou, disse alto e em bom som que nenhum elemento da Renamo alguma vez prestou homenagem ao seu marido, pessoa que foi assassinada quando ocupava um alto cargo no partido, coisa que não aconteceu com André Matsangaissa, que perdeu a vida em combate quando era um simples comandante de um pequeno grupo de guerrilheiros. Dhlakama, visivelmente embaraçado, disse que a reclamação de Ivete Fernandes era legítima e havia sido registada.

“ A senhora tem que colaborar, fazendo uma proposta da política das mulheres da Renamo” , referiu o líder da Renamo, tendo encontrado embaraço, pois Ivete Fernandes deu continuidade à sua explicação de que “Dhlakama está preocupado em mesquinhices, de fazer rir as pessoas, em vez de tratar de coisas sérias para o partido. Isso é demagogia.”

Foi bastante notório durante o encontro, que o líder da Renamo evitou falar do motivo do encontro e começou a auto-elogiar-se..

“ Os jornalistas abrem os seus jornais com Dhlakama. Isso só acontece porque sou importante. Qualquer editor para ter lucro usa o meu nome. Atacam-me porque sou forte” , disse, numa voz gutural. continuando acrescentou que “ sou um incómodo para os não democratas.
Mas não me importo, sou bonito, nem pareço um antigo guerrilheiro. Pareço um europeu”.

À margem do encontro, não faltaram apupos à Dhlakama, o qual, fazendo esforço para se mostrar despreocupado, dizia que um dia vai escrever a verdadeira história da Renamo, porque nos dias que correm aparecem muitas pessoas a chamarem a si a autoria da fundação do movimento.

Sobre a demissão de assessores

Por outro lado, Afonso Dlhakama menosprezou o papel dos seus assessores, que têm vindo a abandonar os seus cargos, considerando-lhes como sendo “simples estudantes e recrutas” . “São assessores? São estudantes, são recrutas. Eu nunca tive assessores, eu é que os aconselho”, disse Dlhakama.

Nos últimos dias, diversos membros da Renamo têm vindo a colocar a disposição os seus cargos de assessores de Dlhakama, justificando, alguns deles, não se sentirem úteis no desempenho das suas funções.

Semana finda, Augusto Ussore, quadro sénior do partido e deputado na Assembleia da República (AR), demitiu-se das funções de assessor político do líder da perdiz.

Há dias, os deputados Ismael Mussá e João Colaço demitiram-se dos seus cargos de conselheiros do presidente da Renamo para os assuntos parlamentares e de administração pública, respectivamente.

Matsangaíssa visto por Dhlakama

Na sua comunicação dirigida aos membros e simpatizantes da Renamo, Dlhakama enalteceu os feitos de André Matsangaíssa, justificando que, “graças” a ele, “Moçambique hoje é um país democrático, com o sistema multipartidário, onde as pessoas têm direito a reunião, por exemplo”.
Ele contou que, depois da morte de André Matsangaíssa, cerca de 80 por cento dos guerrilheiros do movimento abandonaram as fileiras.

Contudo, segundo ele, em pouco tempo, a Renamo iniciou o “recrutamento massivo” de jovens, treinou-os e integrou-os na guerra.

“Hoje, estamos no parlamento”, disse ele, acusando a Frelimo, partido no poder, de ser a “única entidade empenhada na luta visando matar” a democracia no País.

“A Frelimo anda a incendiar sedes dos outros partidos, as nossas bandeiras. Dispara contra pessoas inocentes, prende pessoas sem culpa formulada. Eles dizem ser um partido, mas, na verdade, são uma guerrilha, assassinos, aldrabões”, disse Dlhakama, argumentando que a Renamo é “o único partido democrático, cujo líder pode dar aulas de democracia à Frelimo”.
Na verdade, Afonso Dlhakama já se afirmou ser um ditador.

Falando aos membros do seu partido, reunidos Setembro passado em Conselho Nacional realizado na cidade de Quelimane, província central da Zambézia, ele disse que essa ditadura visava “ salvar a democracia” .Na ocasião, Dlhakama disse também que, no dia que ele “acordar mal disposto” , a paz existente no País há 16 anos, pode desaparecer. Ainda no Conselho Nacional da Renamo, este partido expulsou o actual edil da Beira, Daviz Simango, por ele ter decidido se candidatar para a presidência do município da capital de Sofala na qualidade de independente.

Daviz Simango, considerado o gestor municipal mais exemplar da Renamo, foi preterido pelo líder da pediz à favor do deputado Manuel Pereira, candidato legitimado pelo partido para concorrer pela cidade da Beira.

in DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 21.10.2008