Interessante….
Sensibiliza. Oxalá seja entendida pelos seus concidadãos porque, de facto, é interessante!
Para onde iremos quando a África do Sul estiver destruída?
Houve uma altura na minha vida em que procurei desesperadamente uma empregada doméstica porque não conseguia dar resposta ao trabalho, ao bebé e às tarefas domésticas.
Dirigi-me ao quadro de anúncios de uma loja de conveniências da vizinhança e anotei alguns contactos. Telefonei a um certo número de mulheres e marquei encontros com seis.
Uma delas, sul-africana, não apareceu, mas mandou-me um kolmi. Quando lhe liguei, perguntou-me se podia ir buscá-la, porque não tinha dinheiro para o transporte.
Disse-lhe que outras cinco mulheres, que não eram sul-africanas, tinham conseguido chegar a minha casa à hora marcada. Uma delas até veio com uma criança às costas, na neneca.
Esse episódio, entre muitos outros, mostrou-me claramente que nós, sul-africanos, achamos que temos direito a tudo. Achamos que o mundo nos deve alguma coisa.
Isso é sobretudo verdade para os negros. Não me levem a mal, mas, directamente ou indirectamente, pensamos que o apartheid é uma coisa a que nos podemos agarrar para podermos ser vistos como vítimas, e que tudo nos devia ser facilitado.
E aqui estamos nós, 14 anos após o início da democracia na África do Sul, ainda agarrados a 1976.
Muitos de nós não conseguem aproveitar o acesso à educação nem a oportunidade para aprender mais e marcar a diferença. Por isso abusámos de pessoas que estão simplesmente a fazer os possíveis por ganhar a vida.
Os recentes ataques contra estrangeiros são a prova de que somos uma nação estúpida.
"Roubam-nos os empregos e violam-nos as mulheres", dizem os responsáveis por centenas de crianças inocentes estarem agora a viver em tendas com as famílias.
Como é que alguém pode tomar em mãos o seu destino quando os sul-africanos, no velho estilo dos bairros negros, se sentam todo o dia a apanhar sol, na má língua e a queixarem-se dos estrangeiros que lhes roubam os empregos?
Como é que uma pessoa que se esforça tanto por arranjar emprego e por exercê-lo bem merece ser espancada e até queimada?
Não percebo como fomos engendrados como sul-africanos. Sei que não temos todos a mesma mentalidade, e que há cidadãos instruídos que são completamente opostos a tais actos. Mas a rapidez com que esses ataques se espalharam é uma vergonha nacional.
Porque é que não participamos de forma tão rápida e colectiva em actividades de construção nacional? E porque estamos tão dispostos a participar quando se trata de coisas que não só destroem vidas humanas como também a economia e a credibilidade do país?
Dizemo-nos uma nação civilizada? Tenho vergonha de ser sul-africana.
Somos uma nação bárbara, e o nosso pior pesadelo.
Pergunto-me o que acontecerá quando finalmente atingirmos o objectivo de arruinar por completo o país - a economia, a credibilidade e os valores sociais - e precisarmos da ajuda dessas mesmas pessoas que andamos a matar.
Será que esperamos que esses países cuidem dos nossos filhos como fizeram no tempo do apartheid para regressarem à África do Sul como dirigentes instruídos, sábios e capazes?
Ou será que esses países também têm o direito de espancar os nossos filhos, de os queimar vivos e de os escorraçar como se fossem criminosos?
NOMFUNDO XULU
In The Times, 26/5/2008
O Homem é um animal político. A política está sempre presente no nosso quotidiano mesmo nas mais pequenas coisas. Este é o lugar para politicar Moçambique e para Moçambicanizar a política
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Cartas abertas: Mais Uma
Esta é mais uma carta que tem circulado via email apelando à reflexão e a mudança de atitude por uma país melhor. Achei interessante trazê-la aqui.
Pertenço a um País, o País do Chiconhoca.
A crença geral anterior era de que Samora não servia, bem como Chissano. Agora, dizemos que Guebuza não serve. E o que vier depois de Guebuza também não servirá para nada.
Por isso, começo a suspeitar que o problema não está no DEIXA ANDAR de Chissano ou na farsa que é o NÃO DEIXA FAZER de Guebuza. O problema está em nós! Nós como povo! Nós como matéria-prima de um País!
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o Dólar.
Um País onde ficar rico da noite para o dia é uma "virtude mais apreciada" do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um País onde, lamentavelmente, os Jornais jamais poderão ser vendidos como em outros Países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só Jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao País onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos...
Pertenço a um País onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo ou da DSTV, onde se frauda a declaração de IRPS e IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um País onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os Directores das Empresas não valorizam o capital humano que tem antes pelo contrário os exploram. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do Governo por não limpar os esgotos. Onde as pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
Onde os nossos Políticos trabalham dois míseros dias por semana para aprovar Projectos e Leis que só servem para caçar mais os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns que já sabemos quem são.
Pertenço a um País onde as cartas de condução e as declarações e atestados Médicos podem ser "comprados", sem se fazer qualquer exame.
Um País onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no machimbombo, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar.
Um País no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um País onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos Governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Chissano e de Guebuza, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Samora é culpado, melhor sou eu como Moçambicano, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um Cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não! Não! Não! Já basta!
Como "matéria-prima" de um País, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso País precisa! Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE MOÇAMBICANA'"congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na Política, essa falta de qualidade humana, mais do que Samora, Chissano ou Guebuza, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são Moçambicanos como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste! Porque, ainda que Guebuza fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa
fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Samora, nem serviu Chissano e nem serve Guebuza, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa! E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!
É muito bom ser Moçambicano. Mas quando essa Moçambicanidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos , a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar!! Um novo governante com os mesmos Moçambicanos nada poderá fazer! Está muito claro... Somos nós que temos que mudar! Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez!
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
Pertenço a um País, o País do Chiconhoca.
A crença geral anterior era de que Samora não servia, bem como Chissano. Agora, dizemos que Guebuza não serve. E o que vier depois de Guebuza também não servirá para nada.
Por isso, começo a suspeitar que o problema não está no DEIXA ANDAR de Chissano ou na farsa que é o NÃO DEIXA FAZER de Guebuza. O problema está em nós! Nós como povo! Nós como matéria-prima de um País!
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o Dólar.
Um País onde ficar rico da noite para o dia é uma "virtude mais apreciada" do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um País onde, lamentavelmente, os Jornais jamais poderão ser vendidos como em outros Países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só Jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao País onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos...
Pertenço a um País onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo ou da DSTV, onde se frauda a declaração de IRPS e IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um País onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os Directores das Empresas não valorizam o capital humano que tem antes pelo contrário os exploram. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do Governo por não limpar os esgotos. Onde as pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
Onde os nossos Políticos trabalham dois míseros dias por semana para aprovar Projectos e Leis que só servem para caçar mais os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns que já sabemos quem são.
Pertenço a um País onde as cartas de condução e as declarações e atestados Médicos podem ser "comprados", sem se fazer qualquer exame.
Um País onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no machimbombo, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar.
Um País no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um País onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos Governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Chissano e de Guebuza, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Samora é culpado, melhor sou eu como Moçambicano, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um Cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não! Não! Não! Já basta!
Como "matéria-prima" de um País, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso País precisa! Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE MOÇAMBICANA'"congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na Política, essa falta de qualidade humana, mais do que Samora, Chissano ou Guebuza, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são Moçambicanos como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste! Porque, ainda que Guebuza fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa
fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Samora, nem serviu Chissano e nem serve Guebuza, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa! E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!
É muito bom ser Moçambicano. Mas quando essa Moçambicanidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos , a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar!! Um novo governante com os mesmos Moçambicanos nada poderá fazer! Está muito claro... Somos nós que temos que mudar! Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez!
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Cartas abertas
Esta das cartas abertas aos Ministros, Deputados e mesmo ao Presidente da República virou uma, quase, mania. Os Jornais, blogs e outros meios estão cheios delas. Os Emails também começam a ser inundados por estas cartas. A que publico abaixo, por achá-la interessante e bom ponto de partida para um debate, é para a Sra Primeira Ministra e caiu-me pelo email adentro. Vejam-na:
CARTA aberta de José Joaquim à Primeira-Ministra
Cara Sra. Primeira-Ministra,
Venho por meio desta manifestar o meu total apoio ao esforço do Governo na modernização e capacitação económica do nosso país. Como cidadão comum, não tenho muito a oferecer para além do meu trabalho.
Já que o estágio actual da nossa economia está na consolidação da Reforma Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.
Vou explicar: na actual legislação, pago na fonte (de impostos) 27,5% do meusalário, como pode ver, sou um moçambicano afortunado.
Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o Governo fazer tudo aquilo que prometeu ao cidadão em tempo de campanha eleitoral.
Mesmo juntando ao valor pago por outras dezenas de milhões de assalariados do país!Tenho uma sugestão: invertermos as percentagens.
A partir do próximo mês o Governo pode ficar com 72,5% do meu salário, como minha contribuição. O que quer dizer que, eu receberia mensalmente apenas 27,5% do resultado do meu trabalho mensal.
Fico com 27,5% limpinhos, sem qualquer ônus e o Governo fica com 72,5% e leva junto as contas de Escola dos meus filhos, Assistência Médica, Remédios, Materiais Escolares, Condomínio (Renda de casa), Impostos Municipais (Incluindo a taxa de lixo), Água, Luz, Telefone, Celular (gasto 800 000,00 Mts mensais só na compra de girinhos), Mercado, Mercearia, Gasolina, Mecânicos, Chapa, Vestuário, Lazer, Portagens, Cultura, Segurança, Previdência Privada e Social, e qualquer outra taxa extra que por ventura seja repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário, ou resultado de qualquer inflação.
Assim me sentirei mais útil ao meu país com mais vontade de trabalhar, até nem vou pressionar ao meu sindicalista a lutar por um aumento no salário mínimo, e torço para que assim o Governo consiga liquidar a nossa divida Externa.
Um abraço Sra. PM e Muito Boa Sorte, do fundo do meu coração!Um assalariado.PS: Estou aberto até a negociar o percentual!!!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Coincidências
Descobri hoje que a Ivone Soares tem um blog que, tal como este, se chama POLITICANDO. Mera coincidência.
Quando empreendi a "viagem" pela blogosfera e decidi criar o meu blog e pensei no nome, não imaginei que para além dohttp: //moziepoliticando.blogspot.com/ ou simplesmente PoLiTiCaNdO houvesse outro blog simplesmente conhecido por POLITICANDO ou http://politicandomoz.blogspot.com/ .
Seja quem for que tenha estabelecido o 1º POLITICANDO acredito que não tenha havido nenhuma cópia ou intenção maléfica de quem estabeleceu em 2º plano. São meras coincidências.
Um abraço Ivone vamos politicar Moçambique. Vamos politicar Moçambique reconhecendo que nem sempre estaremos de acordo.
Gonçalves Matsinhe
Quando empreendi a "viagem" pela blogosfera e decidi criar o meu blog e pensei no nome, não imaginei que para além dohttp: //moziepoliticando.blogspot.com/ ou simplesmente PoLiTiCaNdO houvesse outro blog simplesmente conhecido por POLITICANDO ou http://politicandomoz.blogspot.com/ .
Seja quem for que tenha estabelecido o 1º POLITICANDO acredito que não tenha havido nenhuma cópia ou intenção maléfica de quem estabeleceu em 2º plano. São meras coincidências.
Um abraço Ivone vamos politicar Moçambique. Vamos politicar Moçambique reconhecendo que nem sempre estaremos de acordo.
Gonçalves Matsinhe
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Estamos de Volta - Ivo Garrido Também
Comecemos por filicitar a todos os blogistas e desejar um feliz 2008. Que neste ano (que já leva 23 dias) haja tudo de bom e de melhor para todos. Voltamos. Não de férias como o mano Júlio Mutisse. Voltamos à cidade depois de muitos dias de trabalho lá onde falta luz electrica (para não falar de Internet). De lá onde quando as pilhas do rádio se esgotam contentámo-nos em ouvir (e descobrir) a beleza do canto dos pássaros e dos sons da natureza.
Chegamos e soubemos logo que "Garrido ataca anarquia nos hospitais da Matola" através do Notícias e lembrámo-nos das resportagens televisivas anunciando a visita do enérgico Ministro aos estabelecimentos hospitalares do grande Maputo e arredores. Pensamos: coube a vez a Matola. Até ao final do mandato (a este andar) Garrido terá chegado a Inhambane.
Infelizmente o que se relata nas páginas do Notícias não é exclusivo dos centros de saúde da Matola I e II acontece em muitos hospitais e centros de saúde de referência ao nível provincial, distrital e de localidade.
No início destas visitas tsunamísticas cheguei a pensar no efeito dissuazor que elas teriam para os demais centros hospitalares e, fundamentalmente, para quem os dirige que não quereria passar por incompetente. Enganei-me. Se na Matola (que dista no máximo 20 Km da cidade) o cenário é aquele que o Notícias descreve imagine-seentão o Hospital Rural de Manjacaze, e os inúmeros centros de saúde espalhados pelo Moçambique não visto pela TVM e pela STV?
Alguns dos fenómenos que Ivo Garrido constatou, não são exclusivos do sector que dirige. São problemas de toda a Administração Pública. Refiro-me à questão dos crachás, por exemplo, impostos pelo Decreto 30/2001 a todos os funcionários públicos. Basta uma passagem pelos notários e outras repartições públicas para constatar que ninguém os usa ou, quem os usa, usa os incorrectamente escondendo deliberadamente a identificação.
Diz Garrido “Verifiquei que outros não usam crachás de propósito. Os trabalhadores chegam à hora que quiserem e atendem mal os doentes. Não podemos admitir que doentes continuem a dormir no chão. Porquê não colocar bancos para as pessoas se sentarem? É preciso tratar os doentes com respeito, porque é isso que se aprende na formação. Temos que tratar o hospital como se fosse a nossa casa. Quando mandámos a inspecção, concluiu que havia muitas irregularidades, como as cobranças ilícitas e outras práticas, pelo que vamos ter que tomar medidas.”
Pergunto que medidas, para além da visita, tomou o Ministro em relação às irregularidades constatadas pela inspecção? Quem deve condicionar os meios aos centros de saúde para a colocação dos bancos? Que coordenação existe entre o MISAU e o Ministério da Função Pública para corrigir a indisciplina dos funcionários públicos afectos à Saúde que, em muitos casos e em todo o país, como constatou o Ministro, que chegam tarde, assinam o livro de ponto quando querem e cobram dinheiro ilicitamente aos utentes do serviço público de saúde?
São estas questões que, quanto a mim, o Ministro deveria resolver e não resolve. As visitas podem ter um efeito mediático, podem resolver os problemas daquele hospital específico durante algum tempo mas, eis a questão: e lá onde o Ministro não chegou ainda como é?
Matsinhe.
Chegamos e soubemos logo que "Garrido ataca anarquia nos hospitais da Matola" através do Notícias e lembrámo-nos das resportagens televisivas anunciando a visita do enérgico Ministro aos estabelecimentos hospitalares do grande Maputo e arredores. Pensamos: coube a vez a Matola. Até ao final do mandato (a este andar) Garrido terá chegado a Inhambane.
Infelizmente o que se relata nas páginas do Notícias não é exclusivo dos centros de saúde da Matola I e II acontece em muitos hospitais e centros de saúde de referência ao nível provincial, distrital e de localidade.
No início destas visitas tsunamísticas cheguei a pensar no efeito dissuazor que elas teriam para os demais centros hospitalares e, fundamentalmente, para quem os dirige que não quereria passar por incompetente. Enganei-me. Se na Matola (que dista no máximo 20 Km da cidade) o cenário é aquele que o Notícias descreve imagine-seentão o Hospital Rural de Manjacaze, e os inúmeros centros de saúde espalhados pelo Moçambique não visto pela TVM e pela STV?
Alguns dos fenómenos que Ivo Garrido constatou, não são exclusivos do sector que dirige. São problemas de toda a Administração Pública. Refiro-me à questão dos crachás, por exemplo, impostos pelo Decreto 30/2001 a todos os funcionários públicos. Basta uma passagem pelos notários e outras repartições públicas para constatar que ninguém os usa ou, quem os usa, usa os incorrectamente escondendo deliberadamente a identificação.
Diz Garrido “Verifiquei que outros não usam crachás de propósito. Os trabalhadores chegam à hora que quiserem e atendem mal os doentes. Não podemos admitir que doentes continuem a dormir no chão. Porquê não colocar bancos para as pessoas se sentarem? É preciso tratar os doentes com respeito, porque é isso que se aprende na formação. Temos que tratar o hospital como se fosse a nossa casa. Quando mandámos a inspecção, concluiu que havia muitas irregularidades, como as cobranças ilícitas e outras práticas, pelo que vamos ter que tomar medidas.”
Pergunto que medidas, para além da visita, tomou o Ministro em relação às irregularidades constatadas pela inspecção? Quem deve condicionar os meios aos centros de saúde para a colocação dos bancos? Que coordenação existe entre o MISAU e o Ministério da Função Pública para corrigir a indisciplina dos funcionários públicos afectos à Saúde que, em muitos casos e em todo o país, como constatou o Ministro, que chegam tarde, assinam o livro de ponto quando querem e cobram dinheiro ilicitamente aos utentes do serviço público de saúde?
São estas questões que, quanto a mim, o Ministro deveria resolver e não resolve. As visitas podem ter um efeito mediático, podem resolver os problemas daquele hospital específico durante algum tempo mas, eis a questão: e lá onde o Ministro não chegou ainda como é?
Matsinhe.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Vitória do "NÃO" na Venezuela é benéfico para Chavez
Não podia deixar de comparitilhar esta:
«Moniz Bandeira diz que referendo comprova democracia no país» Eu, Gonçalves Matsinhe, concordo com ele.
A derrota do presidente da Venezuela Hugo Chávez no referendo sobre areforma constitucional no último domingo foi importante para o próprio lídervenezuelano, por mostrar, antes de mais nada, que a democracia funciona emseu país.
A observação foi feita nesta terça-feira pelo cientista político,historiador e professor emérito da Universidade de Brasília, Luiz AlbertoMoniz Bandeira, em entrevista à Agência Informes. "O presidente Chávez ganhou, porque, perdendo, salvou seu governo de uma situação cada vez maisdifícil, em virtude da fratura social e política existente na Venezuela", disse Moniz Bandeira.
Outro significado importante do "não" à mudança constitucional venezuelana é a facilitação do ingresso da Venezuela no Mercosul, pois,na opinião deMoniz Bandeira, destruiu-se o argumento de que o regime de Chávez é ditatorial e contraria a cláusula democrática do bloco. "E a entrada daVenezuela é demasiadamente importante para a expansão do Mercosul e o avançoda união de nações da América do Sul"
Portanto, nem sempre as derrotas são más.
«Moniz Bandeira diz que referendo comprova democracia no país» Eu, Gonçalves Matsinhe, concordo com ele.
A derrota do presidente da Venezuela Hugo Chávez no referendo sobre areforma constitucional no último domingo foi importante para o próprio lídervenezuelano, por mostrar, antes de mais nada, que a democracia funciona emseu país.
A observação foi feita nesta terça-feira pelo cientista político,historiador e professor emérito da Universidade de Brasília, Luiz AlbertoMoniz Bandeira, em entrevista à Agência Informes. "O presidente Chávez ganhou, porque, perdendo, salvou seu governo de uma situação cada vez maisdifícil, em virtude da fratura social e política existente na Venezuela", disse Moniz Bandeira.
Outro significado importante do "não" à mudança constitucional venezuelana é a facilitação do ingresso da Venezuela no Mercosul, pois,na opinião deMoniz Bandeira, destruiu-se o argumento de que o regime de Chávez é ditatorial e contraria a cláusula democrática do bloco. "E a entrada daVenezuela é demasiadamente importante para a expansão do Mercosul e o avançoda união de nações da América do Sul"
Portanto, nem sempre as derrotas são más.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Discurso do PR Francês - "Vou reabilitar o trabalho!"
Recebi por email e não resisto em compartilhar aqui. Será isto apenas válido na França?
Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada.
Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo.
A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto quanto o mestre, que não se pode dar notas para não traumatizar o mau estudante.
Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável.
Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'.Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética.
Uma esquerda hipócrita que permitia indemnizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor.Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia.
Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho.
Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia émá. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente.
Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.
Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo
Se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República.
Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres.
“Primeiro os deveres, depois os direitos."
Nicolas Sarkozy
presidente da França
Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada.
Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo.
A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto quanto o mestre, que não se pode dar notas para não traumatizar o mau estudante.
Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável.
Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'.Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética.
Uma esquerda hipócrita que permitia indemnizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor.Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia.
Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho.
Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia émá. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente.
Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.
Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo
Se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República.
Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres.
“Primeiro os deveres, depois os direitos."
Nicolas Sarkozy
presidente da França
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